13/08/2016

Dia dos Pais.

Rio Bonito, domingo, 14 de agosto de 2016, 00:42.


Oi você,

Mais uma das inúmeras cartas que te escrevo. Mais uma que vai pro fundo de uma gaveta já abarrotada de tantas outras já escritas e nunca enviadas.
Na verdade, não escrevo essas cartas na intenção de enviá-las, e sim, de desafogar um pouco esse tanto de sentimento que fica guardado aqui dentro. Até porque, você já não se encontra mais aqui comigo, foi morar em outro plano.

Hoje, eu escrevo novamente pois chegou mais uma data da qual eu não consigo mais comemorar pois você já não se encontra mais comigo. Sim, eu ainda sinto a sua falta, às vezes, mas não choro mais. Não tanto quanto antes. Não soluço mais. Estou progredindo. Estou melhorando.
Sim, eu sei que já se passaram 7 anos desde que você se foi, mas eu fui te deixando ir devagar pra não sentir tanto assim. E hoje eu estou bem. Guardo de ti somente coisas maravilhosas, coisas boas, coisas lindas, coisas das quais me orgulho muito.

A casa ainda guarda muito de ti, por mais que a gente tenha mudado muitas coisas de lugar, muitos móveis tenham saído e outros tenham entrado, sua presença ainda permanece por aqui de vez em quando. E acredite, isso não é ruim. É uma sensação de conforto, de paz, de que você está sempre por aqui, mesmo longe. Cuidando, olhando, protegendo. Como sempre fez.

Mais uma data comemorativa sem você aqui. Mais um dia dos pais sem poder te presentear como sempre fazia, mas mando minha oração especial pra você. Pra dizer que te amo, que sempre te amei e sempre vou te amar.

Que você jamais se esqueça disso. Jamais.



Muitos beijos cheios de amor e saudades.

Sua filha.

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